O cenário de Treinamento e Desenvolvimento (T&D) nas empresas brasileiras ganhou novo fôlego ao longo dos últimos anos. O que antes era visto, para muitos gestores, como despesa obrigatória, hoje transita cada vez mais para o universo da estratégia. Neste artigo, vamos apresentar os principais números do Panorama do Treinamento no Brasil 2025/2026, elaborado pela ABTD, e destrinchar os 15 dados mais relevantes para a gestão de pessoas, com perspectiva no futuro do RH. Nossa expectativa é apoiar profissionais e líderes a tomar decisões melhores ao traçar ações de T&D – inclusive com base em plataformas robustas, como o Maestrus, que já modernizam o setor.
O que é a pesquisa Panorama do Treinamento no Brasil 2025/2026?
Antes de detalhar os dados, vale uma apresentação sobre a abrangência da pesquisa. O Panorama do Treinamento no Brasil 2025/2026 é o maior levantamento nacional sobre T&D corporativo, reunindo 443 empresas de todos os portes e regiões do país. O estudo compila mais de 80 indicadores que ilustram aspectos financeiros, operacionais, tecnológicos e humanos do setor. Focando nos investimentos e práticas, aponta caminhos e revela desafios da área.
O relatório contempla variáveis como orçamento, número de horas de treinamento, estrutura das equipes, absenteísmo, recursos de apoio, estratégias de avaliação de resultados, tecnologias e tendências em conteúdo. Em nossas análises, muitas dessas métricas são fundamentais para traçar comparativos e identificar oportunidades reais de evolução para o RH – como já vimos acontecer nas empresas que gerenciam seus treinamentos pela plataforma Maestrus.
Estratégia em RH baseada em dados transforma treinamentos em resultados.
Investimento em T&D: quanto as empresas aplicam e como determinam?
Um dos primeiros pontos do panorama é o valor investido em T&D. A média nacional é de 1,70% da folha anual de pagamento, o que equivale a R$ 1.199,00 por colaborador ao ano. Este valor ainda fica consideravelmente abaixo do que é investido em países como Estados Unidos, um alerta claro para quem quer diferenciar sua produtividade e desenvolvimento organizacional.
Os mecanismos para definição de orçamento revelam uma combinação de tradição e estratégia. 53% das empresas utilizam o histórico dos anos anteriores como principal balizador. Já 52% consideram o planejamento estratégico e metas para 2025/2026. Essa proximidade sugere que, embora a tradição ainda pese, há um movimento crescente de alinhamento à visão de futuro do negócio.
- Histórico dos anos anteriores: 53%
- Planejamento estratégico: 52%
- Necessidades levantadas pelos líderes: 39%
- Demandas dos próprios colaboradores: 19%
No recorte por setor, indústria, serviços e administração pública investem acima da média, enquanto comércio e o próprio setor público, paradoxalmente, ficam abaixo. Isso evidencia uma diferença entre áreas de atuação e pressiona para maior assertividade nas estratégias.
Cabe ressaltar que, segundo dados recentes do Censo Escolar 2025, há também uma explosão da educação profissional e tecnológica, com crescimento de 68,4% nas matrículas em cinco anos. Isso reflete um interesse maior dos brasileiros por qualificação técnica e mostra como as empresas precisam acompanhar esse movimento.
Quais as horas médias de treinamento?
Seguindo a tendência positiva dos últimos anos, o volume de horas de treinamento subiu. A média anual está em 26 horas de treinamento por colaborador. Quando olhamos para o histórico da década, é um salto considerável frente à média anterior, que girava em torno de 21 horas.
Essa evolução mostra não apenas maior preocupação com desenvolvimento, mas também que o conteúdo e as estratégias formativas estão mais diversificados. É comum perceber, pelas conversas com RHs que usam a Maestrus, que muitos já trabalham trilhas, mentorias e microlearning para enxugar o tempo presencial sem perder qualidade.

Estrutura e equipe de T&D: times enxutos, desafios ampliados
Apesar do crescimento do volume de treinamentos, as equipes de T&D seguem pequenas: em média, 1 profissional para cada 648 colaboradores. Esse número pouco variou nos últimos anos, o que pressiona os times, especialmente nas empresas maiores ou de rápido crescimento.
A experiência de nossos clientes mostra que gestores de RH precisam lidar com a automatização de processos, avaliação de resultados e personalização do aprendizado mesmo com estruturas enxutas. Por isso, a busca por ferramentas automatizadas e plataformas de fácil gestão, como a Maestrus, ganhou força no segmento.
Olhando para as estruturas de suporte, 89% das empresas já têm orçamento definido para T&D, o que mostra maturidade da área nas grandes companhias. Entre as principais estruturas de apoio para desenvolvimento, destacamos:
- Recrutamento interno – 83%
- Ouvidoria – 80%
- Pesquisa de clima – 79%
- Avaliação de desempenho por competências – 77%
- Universidade corporativa, programas de apoio mental, gestão do conhecimento e consultoria interna de RH – em crescimento constante
Essas estruturas contribuem para a disseminação da cultura de aprendizagem e promovem maior integração entre as áreas.
Absenteísmo em treinamentos e desafios da participação
No universo das empresas que responderam à pesquisa, o índice médio de absenteísmo em treinamentos ficou em 13%. Esse dado merece atenção porque, mesmo com aumento dos investimentos e ofertas, engajar colaboradores ainda é um desafio real. Em nossa experiência junto a empresas que utilizam plataformas digitais, estratégias como gamificação, certificação automática e personalização das trilhas ajudam a reduzir a evasão ao oferecer mais sentido e conexão com o contexto do colaborador.
A participação no treinamento depende tanto do formato quanto da cultura organizacional.
Inteligência artificial: a virada digital no T&D
Talvez o dado mais impressionante da pesquisa Panorama 2025/2026 seja o avanço do uso de Inteligência Artificial no T&D. Em 2024, somente 8% das empresas relatavam usar IA para a criação de conteúdos. No novo ciclo, esse percentual salta para 69%, mostrando uma verdadeira transformação digital na área.
Além da produção de conteúdos, a IA já é utilizada em:
- Elaboração e correção automática de testes
- Personalização do aprendizado, sugerindo trilhas sob medida
- Diagnóstico de gaps de conhecimento
- Assistentes de feedback ao colaborador
- Cruzamento automatizado de indicadores de desempenho e participação
Empresas que administram seus treinamentos via plataformas modernas estão colhendo resultados rápidos nessa área. O uso de IA, aliado ao cruzamento de dados de engajamento e performance, melhora relevância e eficiência.
Como o orçamento de T&D é distribuído?
O recorte da aplicação do orçamento aponta direções claras. A divisão segue assim:
- Terceirização (consultores, conteúdos, cursos externos): 51%
- Despesas internas (salários, administração): 41%
- Cursos curriculares (graduação, pós, ensino formal): só 8% (com queda de 11% no investimento, e 4% menos empresas pagantes)
Esse panorama mostra que, apesar dos avanços, ainda se prioriza a terceirização de know-how e especialistas. O papel dos cursos curriculares caiu, o que pode indicar foco em desenvolvimento de competências alinhadas às demandas atuais das empresas – movimento também reforçado pelo crescimento da educação profissional no país.
Como o orçamento de T&D é repartido entre líderes e não líderes?
No aspecto de público-alvo, 51% do orçamento é dedicado a líderes, 49% para não líderes. O equilíbrio é marcante, já que boa parte das empresas busca disseminar a mentalidade de aprendizado contínuo em todos os níveis.
O foco do aprendizado, no entanto, varia:
- Líderes (alta liderança, gerência e supervisão): predominância de treinamentos comportamentais (alta liderança 54%, gerência/supervisão 51%)
- Não líderes: foco em formações técnicas, principalmente em setores como indústria e serviços, que priorizam operações técnicas e específicas
- Comércio: investe mais fortemente em treinamentos de vendas e atendimento
Essa configuração reforça a importância de estratégias segmentadas, com trilhas e conteúdos sob medida para cada público, prática amplamente disseminada nas melhores plataformas online.
Investimento por área: cresce o foco em treinamentos comerciais
Dentro da divisão setorial, o Panorama 2025/2026 aponta para aumento relevante nos investimentos em treinamentos comerciais:
- Indústria: alta de 13%
- Serviços: alta de 21%
Enquanto isso, os treinamentos obrigatórios caem em participação, assim como a destinação para cursos curriculares. Os conteúdos técnicos passam a ocupar espaço de destaque, o que dialoga com a necessidade crescente de atualização profissional para acompanhar mudanças tecnológicas, regulatórias e de mercado.
Em sintonia com os dados do Censo Escolar 2025, o interesse por capacitação prática e orientada ao negócio mostra uma aproximação entre educação corporativa e formação técnica nacional.
Destaques em conteúdo: comunicação, segurança psicológica e atendimento ao cliente
Ao analisar os temas mais relevantes para o desenvolvimento de pessoas, encontramos nuances setoriais:
- Indústria: prioriza treinamentos de comunicação, destacando a importância do alinhamento entre equipes e setores
- Serviços: foca em segurança psicológica, reconhecendo o valor do ambiente de apoio ao colaborador
- Comércio: busca formações em atendimento ao cliente, reflexo direto do perfil competitivo do setor
Esses dados evidenciam que a personalização do conteúdo fortalece o T&D e gera impacto real.

Formato dos treinamentos: presencial, online e autotreinamento
A distribuição atual entre presencial e online reflete uma virada pós-pandemia.
- Online (síncrono e assíncrono): 53% das horas de treinamento
- Presencial: 47%
A indústria se mantém mais forte no presencial, valorizando a prática direta. Já serviços e comércio destacam autotreinamento e treinamentos online ao vivo, com os serviços liderando em oferta de cursos transmitidos simultaneamente e participação ativa dos colaboradores.
Essa mescla de formatos abre espaço para abordagens digitais inovadoras e também para plataformas completas, capazes de integrar conteúdos, avaliações e emissão automática de certificados, como acontece no Maestrus.
Aprendizagem no trabalho: formatos vivos e outros em declínio
A aprendizagem on the job, tão defendida por alguns teóricos, perdeu espaço: 12% das empresas já não aplicam essa modalidade, e houve aumento de 30% nas que deixaram de usar. Apesar disso, formas de troca e aprendizagem prática continuam vivas:
- Troca presencial de conhecimento – 71%
- Tecnologia de colaboração para trocas – 45%
- Mentoria interna – 36%
- Job shadowing – 29%
- Coaching – 19%
- Rotação de posição – 18%
Modos práticos e colaborativos são aliados para retenção do conhecimento.
Ferramentas digitais e ambientes de trocas estruturadas mantêm vivo o espírito do desenvolvimento em tempo real, principalmente em setores de maior rotatividade ou inovação acelerada.
Indicadores de T&D: como o sucesso está sendo medido?
Um destaque positivo do Panorama 2025/2026 é que 92% das empresas utilizam indicadores para medir o sucesso dos treinamentos. Entre os mais populares, estão:
- Clima organizacional – 44%
- KPIs – 34%
- Avaliação de competências – 28%
- Plano de treinamento – 27%
- Aplicabilidade percebida pelo gestor – 26%
- Absenteísmo – 23%
- Compliance e NPS de satisfação – 22%
- Indicadores de demanda e melhoria de processos – 18%
Esse esforço por mensuração demonstra maturidade, mas ainda há espaço para avanços nos níveis mais altos de avaliação.

Avaliação de resultados: pirâmide de mensuração no Brasil
Embora quase todas as empresas meçam resultados de alguma forma, ainda há predominância dos métodos mais básicos. Veja como está a pirâmide de avaliação:
- Reação (satisfação, NPS): 71%
- Aprendizado: 38%
- Aplicabilidade: 11%
- Resultados (resultados do negócio): 3%
- ROI (Retorno sobre o Investimento): só 1% dos projetos
Esses índices seguem o modelo Kirkpatrick e, em algumas empresas, avançam para a quinta etapa de Jack Phillips. O desafio é grande: conseguir medir a transformação real que o aprendizado gera nos resultados. Temos acompanhado tentativas de integração entre T&D e sistemas de gestão de desempenho, e plataformas como o Maestrus já oferecem recursos para cruzar rotas de aprendizagem e indicadores da área de negócios – um caminho sem volta para RH mais estratégico.
Área de T&D em transição: mais madura, digital e conectada
O estudo aponta para um setor em rápida evolução:
- Aumento do volume de treinamentos
- Crescimento do uso de tecnologias digitais e IA
- Estruturas de RH mais maduras e multifuncionais
- Desafios ainda evidentes para mensurar impacto real e conectar aprendizagem ao desempenho do negócio
As oportunidades surgem justamente aí. Integrar ferramentas, investir em automação e apostar em gestão estratégica de T&D ajudarão as empresas a caminhar para próximos estágios de maturidade.
Se há um recado do Panorama 2025/2026, é este: T&D deve ser planejado de forma analítica, digital e orientada por dados reais.
Resumo: 15 dados para estruturar seu RH em T&D em 2025 e 2026
- Média de investimento em T&D: 1,70% da folha (R$ 1.199/colaborador/ano)
- Histórico e planejamento estratégico definem orçamento – 53% e 52%
- Indústria, serviços e administração pública investem mais que a média
- Média anual de treinamento: 26 horas por colaborador
- Equipes enxutas: 1 profissional de T&D para 648 colaboradores
- Orçamento definido em 89% das empresas
- Estruturas de apoio em alta: recrutamento, ouvidoria, clima, competências
- Absenteísmo de 13% em treinamentos
- Explosão do uso de IA na criação de conteúdos: 69% em 2025
- 51% do orçamento vai para terceirização; 8% apenas para cursos curriculares
- Divisão orçamentária equilibrada entre líderes (51%) e não líderes (49%)
- Aumento dos treinamentos comerciais em indústria (13%) e serviços (21%)
- Conteúdos em destaque: comunicação, segurança psicológica, atendimento ao cliente
- Formato híbrido (53% online/47% presencial); autotreinamento cresce nos serviços e comércio
- 92% das empresas usam indicadores; só 1% mensura ROI
Dicas práticas: fortalecendo o T&D para os próximos anos
Ao analisarmos os dados, percebemos a urgência de combinar inovação tecnológica com inteligência de negócio e personalização do aprendizado. Não basta ofertar “mais horas” – o que faz diferença é ter processos padronizados, acompanhar indicadores e criar experiências relevantes para cada público.
Se sua empresa busca sair do lugar comum no desenvolvimento de pessoas, sugerimos investir em plataformas especializadas que permitam integrar trilhas, emitir certificados digitais, automatizar relatórios e mensurar resultados com dados claros. O Maestrus traz essa proposta de transformação digital, conectando gestão, automação e certificação garantida para T&D de alta performance.
Quer aprender mais sobre desenvolvimento de pessoas, onboarding e retenção? Veja nosso conteúdo em RH e People Development e Onboarding e Retenção.
Já para aprofundar o entendimento sobre KPIs, mensuração de ROI e gestão estratégica, confira nossa página sobre métricas e ROI em T&D.
Empresas que integram plataformas EAD com sistemas de RH já colhem ganhos claros em automação e escala. Saiba mais em nosso post sobre integração de plataformas EAD e sistemas de RH e fortaleça sua estratégia para 2025.
Conclusão
O RH brasileiro entrou de vez em uma nova fase. Vimos que a área de T&D está mais madura, digitalizada e alinhada ao negócio, mas também carrega desafios, especialmente na avaliação de resultados e conexão da aprendizagem com performance.
Ao acompanhar as tendências – uso de IA, formatos híbridos, personalização das trilhas e indicadores consistentes – as empresas abrem caminho para uma verdadeira evolução. É hora de transformar dados em ação e investir em ferramentas que tornem o RH cada vez mais estratégico. Plataformas especializadas, como a Maestrus, viabilizam essa mudança ao unir automação, gestão e certificação digital, simplificando o processo e ampliando resultados.
Se sua empresa deseja transformar o T&D e apoiar o crescimento do negócio, conte com a expertise, tecnologia e suporte do Maestrus. Experimente soluções inovadoras e faça parte do futuro do RH.
Perguntas frequentes sobre o panorama de T&D no Brasil 2025/2026
Quais são as tendências de T&D para 2025?
As tendências de T&D para 2025 incluem o aumento do uso de Inteligência Artificial na criação e personalização de conteúdos, crescimento dos treinamentos híbridos (combinando presencial e online), maior análise de indicadores para tomada de decisão e foco em trilhas personalizadas. O investimento em soft skills para líderes, conteúdos técnicos para não líderes e uso de plataformas digitais que integram gestão, relatórios e certificação também seguem em alta.
Como posso planejar o RH usando esses dados?
Utilizando os dados do Panorama 2025/2026, recomendamos que as empresas definam orçamento alinhando planejamento estratégico e análise de necessidades dos colaboradores. É fundamental escolher formatos de treinamentos adequados ao perfil do time e priorizar indicadores que permitam validar resultados. Experiências anteriores, benchmarks setoriais e o suporte de plataformas completas são aliados para traçar um plano de RH moderno, ágil e mensurável.
Vale a pena investir em T&D em 2026?
Sim, os dados mostram que investir em T&D é cada vez mais necessário para aumentar competitividade, engajamento e integração entre áreas. O retorno é percebido tanto em operações mais eficientes quanto na retenção de talentos. Além disso, acompanhar tendências tecnológicas e demandas por formação técnica posiciona a empresa à frente no seu setor.
Onde encontrar os melhores dados de RH?
Indicamos acompanhar pesquisas nacionais, como o Censo Escolar para educação profissional, e o Panorama do Treinamento da ABTD. Em nosso site, oferecemos uma curadoria de conteúdo sobre gestão de T&D e desenvolvimento de pessoas, sempre atualizados e com foco em aplicação prática.
Quais os benefícios de investir em T&D?
Os principais benefícios são: melhoria de desempenho individual e coletivo, aumento do engajamento, retenção de talentos, adaptação rápida às mudanças de mercado e fortalecimento da cultura de aprendizado contínuo. Além disso, empresas que mensuram e acompanham os resultados conseguem alinhar o desenvolvimento ao crescimento do negócio, preparando suas equipes para desafios futuros.
