Quando começamos a estudar o relatório de IA em T&D para 2026, percebemos um cenário onde a Inteligência Artificial se tornou mais do que uma ferramenta: ela já é parte da infraestrutura cotidiana dos grandes projetos de aprendizagem corporativa. Antigamente discutíamos se a IA seria útil ou não. Agora, a questão mudou para como usar melhor a IA para multiplicar resultados, gerar valor para o aprendiz e integrar fluxos de trabalho inteligentes.
Panorama global da adoção: IA já é rotina para a maioria
No levantamento, chama atenção um dado-chave: 87% dos profissionais de T&D já utilizam IA em sua rotina. Esse patamar alto mostra que a IA não está apenas sendo testada, mas já exerce papel fundamental em operações de aprendizagem e desenvolvimento.
A amostra foi formada por 421 respondentes, representando diversas regiões do mundo. Boa parte deles pode ser considerada early adopters, profissionais que anteciparam tendências ao incorporar IA antes da maioria. Por isso, é provável que os números sejam um pouco acima da média do mercado geral, mas mostram um futuro muito próximo para todos que atuam em desenvolvimento de pessoas.
A IA saiu do laboratório e ganhou espaço no centro do T&D.
As grandes empresas são as principais lideranças desse movimento, devido ao poder de investimento e pressão por escala. Mas o ritmo de adoção também cresce em segmentos médios, puxados pelo desejo de acelerar a transformação digital e personalizar experiências.
O papel do Maestrus na transformação digital do aprendizado
Com plataformas como o Maestrus, vemos que a integração da IA nos fluxos de aprendizagem deixa de ser um desafio puramente técnico. Passa a ser viável organizar treinamentos digitais, criar relatórios auditáveis e personalizar jornadas para diferentes times. Isso redefine o patamar do aprendizado corporativo e institucional, consolidando a IA como alavanca para o desenvolvimento.
Maturidade da IA ainda em transição
Acostumados a ouvir sobre IA como algo de futuro, nos surpreendemos com a velocidade de incorporação. Mas nem todos estão no mesmo nível de maturidade:
- 36% dos times ainda testam aplicações de IA em projetos-piloto.
- 39% já integraram a IA em fluxos definidos, parte do processo formal.
- 9% estão começando a escalar a IA para toda a organização.
- Apenas 6% adotam uma mentalidade "AI-first", repensando tudo sob o viés da IA.
Essa variação reforça que cada organização está em estágio diferente, mas todas sentem a pressão de evoluir rápido. O foco, hoje, não é mais “se” usar a IA, mas “quanto”, “onde” e “como” ela pode gerar impacto concreto.

Quais ferramentas de IA lideram no T&D?
O ChatGPT é de longe o mais citado: 74% dos respondentes utilizam a solução, seja para gerar conteúdos, criar quizzes, revisar roteiros ou buscar insights. Logo atrás, aparecem ferramentas como Microsoft Copilot, Gemini, NotebookLM, Claude e Perplexity, todas amplamente adotadas para tarefas de pesquisa, brainstorming, documentação e automação.
Apenas 2% disseram não utilizar nenhuma IA de propósito geral. O que mostra uma rápida disseminação. As soluções baseadas em IA estão presentes do celular à estação de trabalho, no backoffice ou no contato direto com o aprendiz.
Se você quiser conhecer outras formas práticas de inserir IA no T&D e ver exemplos de aplicação imediata, recomendamos a leitura de 7 formas de aplicar IA na produção de conteúdo EAD.
IA ao longo do ADDIE: onde ela mais entrega resultados?
Analisando as fases do modelo ADDIE (Análise, Design, Desenvolvimento, Implementação e Avaliação), percebemos destaque nas etapas de design (66%) e desenvolvimento (65%), onde IA contribui com:
- Geração de voz para conteúdos, narração de trilhas e podcasts (63% dos usuários).
- Criação de quizzes, exercícios e avaliações automáticas (60%).
- Produção rápida de vídeos instrucionais, aulas demonstrativas e animações (52%).
- Tradução de cursos para idiomas variados e localização de materiais (38%).
Essas aplicações confirmam que a transformação em educação mediada por IA está em andamento, tornando etapas demoradas em processos mais ágeis e automáticos.
“Velocidade não é mais luxo. É padrão.”
Benefícios percebidos: o que a IA entrega hoje?
Além do ganho em velocidade, já é visível um desejo crescente por resultados melhores na experiência do aprendiz e menos tarefas burocráticas para equipes de T&D. Os principais benefícios relatados:
- Economia de tempo (88%).
- Redução de custos operacionais (45%).
- Impacto direto no negócio detectado em indicadores reais (41%).
- Engajamento e satisfação dos aprendizes (40%).
- Melhorias em tradução, tornando cursos acessíveis globalmente (32%).
Esses dados reforçam as discussões recentes apontadas em pesquisas que alertam para o aumento da busca por habilidades em IA e o baixo índice de investimento em capacitação.
As expectativas para 2026 no uso da IA em T&D
O que esperar nos próximos dois anos?
- Aprendizagem personalizada tende a crescer (72% dos respondentes).
- Expansão significativa de alcance interno: mais pessoas, mais áreas (65%).
- Engajamento aprimorado com experiências adaptativas (56%).
- Impacto mais claro e mensurável do negócio (55%).
- Adaptação global facilitada, cursos em múltiplos idiomas e culturas (54%).
Ciclos de adoção já apontam para experiências altamente adaptativas, com uso crescente de IA em avaliações/simulações, trilhas e mapeamento de competências. Veja os principais casos em ascensão:
- Avaliações e simulações com acompanhamento em tempo real (36% em piloto).
- Personalização de trilhas de aprendizagem (31% em piloto).
- Mapeamento de competências com IA (30% já em produção).
- Tutores e chatbots de IA, para dúvidas e acompanhamento (30% em produção).
Essas tendências dialogam com debates acalorados sobre gamificação, engajamento e retenção de talentos, temas aprofundados em nosso guia para engajamento e retenção na educação corporativa.
Orçamento para IA ainda é tímido, mas está mudando
Ao falar em orçamento, a realidade é clara: ainda falta investimento dedicado à IA, reflexo da fase de experimentação ou incerteza sobre retorno concreto.
- 26% das empresas alocam apenas 1 a 5% do orçamento de T&D em IA.
- 15% investem de 6 a 10%.
- 30% não sabem o valor exato aplicado.
- Hoje, 13% não investem nada, mas esse número deve cair para 5% em 12 a 18 meses.
Em linha com o cenário apresentado em pesquisa sobre a alta adoção de IA no Brasil e baixo investimento em treinamento, sentimos que o desafio não está na tecnologia, mas sim na estratégia de integração efetiva.
Principais barreiras apontadas pelas equipes de T&D
Nossa experiência confirma: a IA enfrenta obstáculos relevantes. Segundo o relatório, os principais desafios na adoção são:
- Segurança dos dados (58%).
- Acurácia e confiabilidade das respostas (52%).
- Falta de conhecimento interno sobre IA (46%).
- Desafios técnicos de integração entre sistemas (46%).
- Dificuldades na aprovação de orçamento (44%).
- Restrições legais e regulatórias (41%).
- Resistência dos stakeholders ao novo (29%).
Governança e integração não podem ser ignoradas durante a expansão da IA. Por exemplo, 59% evitam usar dados pessoais dos aprendizes e 18% estão incertos sobre como aprovar projetos de IA, sinalizando a urgência de políticas claras e colaboração com setores de TI e jurídico.

O futuro do LMS e onde a IA vai se posicionar
Um dos debates mais quentes é sobre o papel do LMS (Learning Management System) no novo ecossistema digital de aprendizagem. 47% acreditam que o LMS seguirá como centro do ecossistema, mas com sistemas cada vez mais integrados e menos centralizados.
Ao serem questionados sobre onde a IA vai atuar no futuro ambiente de aprendizagem:
- 19% acreditam que a IA estará embutida nos próprios LMS/LXP;
- 19% veem a IA como camada intermediária, conectando diferentes soluções;
- 17% defendem o uso majoritário em ferramentas do dia a dia (planilhas, textos, apresentações);
- 17% consideram que soluções stand-alone de IA ganharão espaço;
- E 27% ainda não formaram opinião clara.
É um cenário flexível, em sintonia com o propósito do Maestrus, que integra recursos de IA nativamente e permite também conectores para outras soluções.
Para saber mais sobre como a tecnologia está redefinindo processos de engajamento do T&D, sugerimos a leitura de nossas estratégias para medir e aumentar o engajamento em treinamentos corporativos.
Agentic AI: interesse alto, preocupação baixa
O conceito de agentic AI, ou seja, agentes autônomos que interagem, orientam e até tomam decisões, começa a ser realidade no T&D. Vemos isso com soluções de tutores que tiram dúvidas, agentes de coaching, automação administrativa e criação automática de cursos.
- 27% das empresas já testam ou implantaram agentes de IA.
- 39% demonstram alto interesse e pesquisam ativamente.
- Apenas 4% manifestam preocupação ou resistência.
- Principais usos atuais: tutores de IA (49%), coaching personalizado (43%), automação administrativa (38%) e agentes de criação de cursos (37%).
O interesse por roteiros automatizados, feedback imediato e suporte ao aprendiz por agentes de IA deve crescer rapidamente até 2026.
Prioridades e competências para os times de T&D
O relatório destaca as seguintes prioridades para os próximos anos:
- Treinamento em IA e novas formas de design instrucional (67%).
- Adaptação dos fluxos de trabalho para incorporar IA (63%).
- Medição e monitoramento do impacto da IA no negócio (63%).
- Integração tecnológica entre sistemas e processos (50%).
- Temas éticos e de governança, como uso de dados e transparência (44%).
Avaliando o cenário, sentimos na prática que o setor demanda novas métricas de valor. Velocidade sozinha não é suficiente: é fundamental medir engajamento, alcance, aprendizagem real e consistência.
Por isso, construir playbooks claros de adoção de IA, priorizar impacto no aprendiz, tratar integração e governança como projetos colaborativos e investir em habilidades como prompting, curadoria e qualidade, são atitudes que vão separar iniciativas improvisadas de projetos estratégicos.

Sentimentos do setor: otimismo, desafio e adaptação
O setor de T&D está otimista, mas reconhece os desafios:
- 72% acreditam que T&D vai se adaptar e prosperar frente à IA.
- 58% sentem o aumento do papel estratégico da área nas empresas.
- Apenas 34% enxergam o ritmo das mudanças como suficientemente administrável.
Muitos relatam entusiasmo com a chance de liberar equipes para tarefas mais estratégicas, aproximar o T&D dos objetivos de negócio e expandir oportunidades personalizadas de aprendizado. Ainda existe, no entanto, a sensação de urgência, pressão por atualização contínua e temor de abordagens superficiais. É aqui que entra um importante alerta da Dra. Philippa Hardman:
“O risco maior é usar IA de forma superficial. Ferramentas precisam ser aliadas à prática dirigida por dados, ética e toque humano.”
Kristen Budd resume: “Automação não substitui cognição.” Mesmo num mundo automatizado, a aprendizagem significativa depende de contexto, senso crítico e relações humanas.
Aplicação prática: IA como aliada operacional e estratégica
O relatório destaca como plataformas de treinamento online modernas já avançam para integrar IA nativamente – seja em estúdios de criação, seja em agentes de atendimento 24 horas, que orientam aprendizes, delegam tarefas e apontam oportunidades de melhoria contínua. Um exemplo prático é a plataforma Twygo, trazendo recursos como:
- Estúdio de criação de cursos com apoio de IA para roteiros, vídeos, quizzes e trilhas personalizadas.
- Agente inteligente disponível 24/7 para dúvidas, suporte técnico e orientação sobre trilhas e mapeamento de competências.
- Relatórios instantâneos e dashboards para apoiar decisões também alimentados por IA.
Essas funcionalidades dialogam diretamente com as tendências identificadas no relatório e antecipam o conceito de “infraestrutura de aprendizagem inteligente”.
Se você deseja ir além das tendências e testar recursos de IA alinhados à transformação digital do T&D, sugerimos interagir com a plataforma para experimentar diagnósticos e planos prontos de desenvolvimento.
Recomendações práticas para times de T&D em 2026
- Elabore playbooks de adoção de IA claros, com critérios para testar, avaliar e escalar soluções.
- Priorize impacto real no aprendiz: personalização, simulações, avaliações adaptativas devem vir antes de automação pela automação.
- Considere integração e governança como projeto multidisciplinar envolvendo, além do T&D, times de TI, jurídico e compliance.
- Meça valor com indicadores de alcance, engajamento, consistência e aprendizado efetivo.
- Forme equipes em prompting, design instrucional para IA, curadoria de conteúdo e controle de qualidade dos outputs.
Conclusão: O futuro já chegou, e o desafio é fazer melhor
Ao olharmos para 2026, fica claro que a discussão sobre IA não é mais “se” deve ser usada, e sim “como” integrá-la para multiplicar resultados, reduzir custos e garantir experiências mais personalizadas e humanas. Dados, ética, mensuração do impacto e habilidades humanas são o novo campo de batalha para que a IA seja aliada e não risco.
Reforçamos a importância de manter o foco em valor real para o aprendiz e para o negócio. Para empresas que buscam estruturar seus treinamentos com mais segurança, padronização e capacidade de acompanhar resultados, plataformas especializadas como o Maestrus se mostram um apoio estratégico, permitindo controle, gestão e automação dos processos, sem perder o olhar humano.
Se você quer avançar nos desafios do T&D digital, sugerimos buscar plataformas e modelos de gestão que alinhem IA, governança e estratégia de negócio. A transformação já começou. O próximo passo está em suas mãos.
Orientação prática final
Empresas que desejam evoluir nos processos de treinamento corporativo devem estruturar políticas de governança, investir gradualmente na formação de suas equipes e escolher plataformas especializadas para apoiar a padronização e o acompanhamento dos resultados. O Maestrus, por exemplo, oferece recursos que apoiam do cadastro à emissão automática de certificados, passando por integração com sistemas financeiros, relatórios auditáveis e suporte à personalização. Conheça nossos recursos, solicite um diagnóstico e veja como a IA pode transformar o seu T&D.
Perguntas frequentes sobre Inteligência Artificial em T&D
O que é inteligência artificial em T&D?
Inteligência artificial em T&D refere-se ao uso de tecnologias inteligentes que automatizam, personalizam e otimizam processos de aprendizagem e desenvolvimento dentro das organizações. Ela pode gerar conteúdos, criar trilhas adaptativas, corrigir avaliações, analisar dados de desempenho e fornecer recomendações em tempo real. O objetivo é tornar o aprendizado mais eficaz, dinâmico e alinhado às necessidades do negócio.
Como a IA pode melhorar o T&D?
A IA aprimora o T&D ao agilizar tarefas repetitivas, como criação de conteúdos, roteirização de treinamentos e avaliação automática. Além disso, permite adaptar jornadas de aprendizado ao perfil de cada colaborador, garantindo maior retenção e engajamento. Ela também gera insights a partir de dados, auxilia no mapeamento de competências e oferece suporte contínuo por meio de chatbots e agentes de atendimento.
Quais os benefícios da IA em T&D?
Os benefícios mais citados no uso da IA em T&D são: economia de tempo, redução de custos, maior engajamento dos aprendizes, alcance global de treinamentos e suporte à tomada de decisões estratégicas. A IA também proporciona feedbacks instantâneos, personalização na entrega dos treinamentos e maior qualidade no acompanhamento dos resultados.
Vale a pena investir em IA para T&D?
Sim, principalmente para organizações que buscam escalabilidade, personalização e agilidade em seus processos de treinamento. Embora o investimento em IA ainda seja relativamente tímido, os estudos mostram que empresas que integram IA conquistam maior retorno no engajamento, expansão do alcance e clareza no impacto dos treinamentos. Adotar IA no T&D é, cada vez mais, um diferencial estratégico.
Quais tendências de IA para T&D em 2026?
Entre as principais tendências, destacam-se:
- Expansão da aprendizagem personalizada adaptada por IA.
- Maior uso de avaliações inteligentes e simulações automatizadas.
- Agentes de IA (tutores, coaching, assistentes) integrados no fluxo do T&D.
- Foco em indicadores de valor reais além da velocidade.
- Governança colaborativa envolvendo T&D, TI e jurídico.
A discussão caminha para o equilíbrio entre tecnologia, ética, dados e o valor humano do aprendizado. Quem investir em integração, qualidade e acompanhamento estará à frente.
